terça-feira, 13 de outubro de 2009

Menos lamentação, mais ação!

Bom, o feriado acabou e com ele, vamos dar um fim às desculpas! É a M., a preguiça, a chuva, a família, o trabalho, a retenção de líquidos, o intestino, o metabolismo... CHEGA!!!!

Salvo raras exceções, a culpa pelo estacionamento ou pelo emagrecimento lento é só nossa! Se algum desses fatores aparece pra atrapalhar, só nos resta lutar com mais força! Não existe desculpa aceitável. Tudo pode ser resolvido, e a gente sabe disso!

Paremos de arrumar justificativas para a nossa falta de coragem! Agora é a hora de ir com toda a força!

Para incentivo e inspiração:



Queridas, já me desculpo se posso ter parecido insensível, a bronca é mais para mim do que para qualquer uma de nós...

Sigamos em frente e acelerando!!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Relato de infância...

Aproveitando o dia das crianças, passo para deixar uma mensagem rapidinha para todas nós! Até os 6 ou 7 anos de idade fui uma criança com peso normal, aliás, era até bem magricela! A partir dessa idade, mudei muito a minha alimentação porque comecei a ter nojo de carnes e de quase todo o resto. Era daquelas que dava trabalho à mesa. Minha mãe sofria pra me fazer comer. Daí, como eu ficava sem me alimentar com as comidas normais saudáveis, meus pais acabavam liberando doces, fast food e salgadinhos que pelo menos eram alguma coisa que eu comia...Depois disso, começou todo o meu problema com alimentação e todo o vai e vem entre dietas e fases de muita comilança.

Eu não culpo os meus pais por ter engordado, mas também hoje acredito que as crianças não devem ter tanta liberdade alimentar. Meus pais não são obesos, mas não se alimentam de forma muito saudável. Então, acabei pagando o preço de viver no meio de comidas perigosas para mim. Meu maior sonho hoje é emagrecer definitivamente para poder ser exemplo para os meus futuros filhos. Não só em relação a ser magra, mas em cultivar bons hábitos. Quero educar minha família a ter uma boa relação com os alimentos!

Enfim, encerrando, desejo a todas nós um espírito infantil nesse dia das crianças! Espero que todas nós saibamos brincar, pular, correr, dar risada e poder cometer pequenos pecadinhos de gula nos dias de festinhas (respeitando as velhas regras de toda mamãe: sem comer muito doce pra não estragar os dentes, nada de fast food dia de semana e sem ficar o dia todo sentada vendo tv!)




quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Uma perguntinha...

Meninas, vocês que são casadas e tal, ou que moram com os pais como eu, tenho uma perguntinha:

Como fazer para conviver com todas as comidas erradas que moram na nossa casa???
Pior, como cozinhar a comida pra sua família sem comer nada daquilo???



Claro que nossa consciência, nossa força de vontade e tudo mais que nós temos conquistado é a resposta. Mas na prática, preciso confessar: tem dias que é mais sofrido abrir o armário da cozinha, me deparar com barras de chocolate, potes de nutella, biscoistos, salgadinhos, doces e simplesmente respirar fundo e pegar uma barrinha de cereal!

Hoje eu resolvi cortar o açúcar novamente e voltar à SB. Lembram daquela dúvida toda sobre a vida normal com limites e a restrição absoluta? Então, eu tava numa onda muito permissiva... Essea semana eu comi pelo menos um pedacinho de chocolate todos os dias (além da grande jacada de terça).

Eu meio que funciono à base da restrição mesmo... Esse negócio de pequenas doses não cola muito! Quando eu acostumo a viver sem doces, fico numa boa, mas é só colocar meio bis na boca, e acorda o monstro da compulsão de novo!

Enfim, continuo me pesando 5x por dia e (por isso) continuo empacada na balança....

Sei que esses dias tô muito reclamona, mas é só mesmo porque preciso desabafar por aqui, ainda estou determinada e seguindo em frente!

Beijos a todas e bom feriado!!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O preço que se paga...


Bom, só passei para dividr que, como previsto, hoje estou sofrendo as consequências da jacada de ontem! Muuuuuito mais difícil voltar aos trilhos, mas não desistirei tão fácil!

Realmente a gente se acostuma com tudo, né? Hoje me peguei pensando que eu odeio restrições, que estou cansada de não poder comer tudo que eu quero na hora que eu tenho vontade. Mas depois de me acalmar e pensar com mais atenção, percebi que não adianta entrar em revolta com um sistema que só tem a melhorar minha vida.

Acho que todo o meu abuso tem um pouco a ver com a minha sede de liberdade. Não tem nada que me aborreça mais do que o sentimento de controle externo sobre a minha vida. Acontece que na vida real, em muitos momentos a gente precisa se submeter a certas regras com as quais nem sempre concordamos.

A conclusão que eu cheguei é que o modo como eu me alimentava era uma das poucas áreas em que eu me permitia não ter limites. Dependia só de mim... minhas escolhas eram irresponsáveis e eu adorava a sensação de transgredir o sistema.

Hoje eu sei que muito pior do que ter pessoas controlando minhas atitudes é descobrir que EU não estava no controle. Precisamos controlar nossas ações e nossos hábitos para que nossa vida seja exatamente do jeito que queremos.

Ainda é muito difícil pra mim ser disciplinada, seguir uma rotina, fazer sacrifícios... Eu não sei lidar muito bem com a recusa de um prazer imediato em benefício de um resultado futuro.

Bom, problema identificado, meio caminho andado!

Seguimos juntas!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ataque da fera!

Fim de semana super ok, segunda tranquila, mas hoje...

Jaquei feeeeeeio.... parecia que tinha um monstro devorador dentro de mim hoje!



Acordei às 9h da manhã, passei o dia fora de SP e me permiti um dia de férias! Encerrei a orgia exatamente às 22h! Aproveitei. Acabou. De volta à realidade.

Simples assim, se eu começar a me remoer de culpa me enterro amanhã... Até escondi a balança pra nem conferir o estrago e ficar mal!

Decidi encarar como uma pessoa normal quando comete uma extravagância: aceito que essas coisas podem acontecer de veeeez em quando, e que o importante é compensar no dia seguinte!

Pensando pelo lado positivo:

1. Percebi que não tenho mais a mesma resistência para as quantidades de comida de antigamente, nem para os níveis de açúcar que eu costumava consumir. (sei que o corpo acostuma de novo se eu quiser, então, prefiro não forçar mais)

2. Vou ter tanto trabalho pra retomar o ponto de onde eu estava, (tanto em relação à força de vontade quanto às calorias ingeridas mesmo) que da próxima vez que sentir vontade de jacar, saberei que não vale a pena.

3. A sensação da orgia já não é a mesma. A compulsão existe na cabeça, mas o corpo já não se rende tão facilmente e não sente o mesmo prazer com a sensação de estar empanturrado.

Não incentivo esse tipo de comportamento, nem acho certo o que eu fiz. Mas agora que já tá feito, só me resta o dia de amanhã! Então, bola pra frente!

Amanhã acordo cedo pra ir pra academia e seguir na jornada!

domingo, 4 de outubro de 2009

Paciência e Persistência

Meninas, primeiramente obrigada a quem comentou o post anterior sobre as "teorias". Realmente gostaria muito de uma forma de podermos discutir diretamente assuntos como esse. Acho os blogs ferramentas sensacionais de comunicação, mas o que acham de criarmos um grupo de msn por exemplo? É mais uma forma de ficarmos próximas... Se toparem, posso cuidar disso!

Bom, hoje percebi que cheguei no ponto crítico que me faz fracassar em todas as tentativas de dieta ou R.A. No começo, tudo vai muito bem, os sacrifícios parecem divertos... a sensação de desintoxicar o corpo é uma delícia... você se sente determinada e tem certeza que não desistirá da luta... A parte mais importante disso tudo, é que os resultados começam a aparecer! Todos elogiam seu emagrecimento e a juíza balança carimba bons vereditos. Tudo indo super bem!


Até que chega uma hora em que o corpo começa a lutar de volta:

"Opa, chega de queimar tanto estoque, essa louca está querendo acabar com tudo que juntamis por tantos anos... muita calma nessa hora! a festa acabou! Preguiça, assuma seu posto! Compulsão, volte à ativa! Intestino, segura a onda por aí! Precisamos dar uma basta nesse desfalque!"

E então, começamos a nos render lentamente... Bate aquele desânimo por estar fazendo os mesmos sacrifícios em troca de cada vez menos resultados. Se a pessoa já tem uma natureza neurótica e caiu na besteira de comprar uma balança digital que fica ao lado da cama, aí pronto! A receita para o desastre! Os níveis de ansiedade aumentam a cada uma das 10 vezes diárias em que checa por alguma mudança naqueles números cruéis... E a cada decepção, vem um questinamento: "pra que tudo isso?", "não está resolvendo nda", "estou sofrendo à toa", "não nasci pra ser magra mesmo" e tudo mais que estamos cansadas de saber...

É nessa hora, que precisamos respirar fundo e seguir em frente! Mesmo que não pareça que estamos nos movendo... É a hora do desânimo que coloca tudo a perder... E não é apenas um momento isolado em alguns dias... Chega uma época que esse sentimento parece constante... É uma luta contra um inimigo invisível. A luta contra a escuridão da persistência...

Precisamos de verdade confiar no processo cegamente! Mas não é fácil... Boa sorte a todas! Continuamos juntas!

(P.S. acordei novamente com 83,0kg... agora virou questão de honra ver um esperado 81 que parecia tãaaaaaao perto, e de repente virou um pesadelo!)


sábado, 3 de outubro de 2009

Vamos nos permitir!

Ai meninas, não sei se eu já cheguei a uma conclusão sobre restrições alimentares... eu tenho várias teorias que fazem sentido na minha cabeça alternadamente.

Teoria 1 - Alimente-se para viver!
Essa teoria defende que precisamos nos conformar que a comida não deve ser encarada como um prazer e sim como uma necessidade fisiológica. Não é uma questão de estar de dieta ou em R.A., simplesmente você como o que sabe que deve comer, na hora que deve comer sem sofrer por isso.

Seguindo essa linha, devemos educar nosso cérebro a não idealizar nenhum tipo de alimento e não se deixar influenciar pelo bombardeio de propagandas pró-gula. Resumindo, precisamos pensar como alguém que não gosta álcool. Por mais que você veja todos os seus amigos aproveitando bebidas e assista filmes em que todos bebem e são felizes, aquele hábito não te atrai nem um pouco. O glamour daquilo não te afeta.



Pontos positivos: se você se conscientiza que não gosta de comer, não se importa em não poder comer. É uma mudança de valores, que em algum grau, todas nós precisamos.

Pontos negativos: é um estilo de vida difícil de ser assimilado e não deve ser confundido de forma alguma com tendências a anorexia. Não pode ser interpretada como medo da comida, e sim com uma desvalorização do ato de comer.

Teoria 2 - Aprenda a comer o que você gosta!
Já essa teoria acredita que a vida é muito curta para recusar prazeres. Por que não saborear uma dose diária de chocolate se é o que te faz feliz? Desde que você saiba administrar seu metabolismo, suas trocas e suas cotas, coma de tudo, satisfaça seus desejos. É um pouco do que acontece com pessoas naturalmente magras que sequer compreenderiam um grupo social em torno de blogs sobre dietas.

Sabe aquelas amigas magras que comem absurdamente e estão sempre iguais? Uma delas me disse uma vez, com muita convicção, que o problema é o jeito com que nós encaramos a comida. Ela não tem medo nenhum de comer, come sem culpa, até permite-se orgias. Seu organismo funciona na mais perfeita ordem: se entra coisa de mais, o excesso é naturalmente eliminado.


Pontos positivos: é uma forma sustentável e saudável de viver a vida. Mais uma vez, desde que sejam respeitados certos limites, nossa vida será sempre plena em todos os sentidos.

Pontos negativos: como descobrir o segredo para viver moderadamente? será que algum dia, ex-gordinhos conseguirão comer de tudo sem cair novamente em compulsão? seria o mesmo que propor a um alcoolatra que tomasse uma taça de vinho todas as noites?


Bom, desculpem se meus pensamentos podem parecer radicais. Obviamente existe um meio termo. Eu realmente acredito na reeducação alimentar. Só não descobri ainda o meu equilíbrio. Estava muito feliz vivendo minha dieta de South Beach sem doces. Acho que a partir de um certo tempo de abstinência, a gente até perde a vontade de comer chocolate por exemplo. Eu via as coisas em casa, chegava a fazer compras gordas pra casa e simplesmente sabia que aqueles itens não faziam parte da minha vida. Com pouco sofrimento.

Até que eu comecei a fazer pequenas concessões. Um pedacinho de chocolate hoje, uma fatia de bolo no dia seguinte, uma colherzinha de nutella no outro. O pensamento era o mais inocente possível. Não estava disposta a jacar ou nada parecido. Era apenas uma tentativa de viver uma vida normal. Ser uma pessoa que pode comer um pedacinho de doce eventualmente e não correr para a balança pra ver se engordou.

Conclusão de tudo isso? Eu acho que estou me permitindo demais. Então eu pergunto a vocês: como saber até onde podemos ir? Como saber o que é normal e o que é deslize na dieta?

E eu? continuo testando minhas teorias e continuo agarrada entre 82 e 83... Beijos!